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Textura de mármore

Arranco todas as flores do meu corpo - Aleyda Quevedo Rojas

  • Foto do escritor: iamfromsouthamerica
    iamfromsouthamerica
  • 3 de nov. de 2023
  • 1 min de leitura

Atualizado: 3 de dez. de 2023

Poema Arranco Todas las Flores de Mí Cuerpo da poeta equatoriana Aleyda Quevedo.


​Arranco todas las flores de mi corpo

​Arranco todas as flores do meu corpo

(Arranco todas las flores de mi cuerpo)

para ofrecértelas, Señor.

Allá voy,

mas desnuda sin las diminutas flores del torso,

más desvestida que nunca

sin las dalias que crecían en mi espalda.

Voy saltando las piedras ciegas de la desdicha

y el viento me ayuda a alcanzar la arena.

Señor de las Angustias, todopoderoso mío,

me despojo incluso de la flor pasionaria

y de la corona de heliconias que adorna mi pubis.

Desnudísima,

para entregarme a ti, sin los lirios de la nuca

o los girasoles de las nalgas,

pulcra,

tal vez insondable isla de misterios

Y no más rosas, ni margaritas,

ni violetas encandiladas en mis senos.

Limpia estoy, vuelta promesa.

Brillante y sola para entregarme a ti

sin las astromelias del sexo,

sin la flor azul del corazón.

(Arranco todas as flores do meu corpo)

para oferecê-las a ti, Senhor.

Vou lá,

mais desnuda sem as florzinhas do torso,

mais despida do que nunca

sem as dálias que cresciam nas minhas costas.

Vou saltando sobre as pedras preciosas do infortúnio

e o vento me ajuda a chegar à areia.

Senhor das Dores, meu todo-poderoso,

Eu até me despojo da flor da paixão

e da coroa de helicônias que adorna meu púbis.

Desnudíssima,

para me entregar a ti, sem os lírios na nuca

ou os girassóis das nádegas,

purificada,

talvez a insondável ilha de mistérios

E não há mais rosas, nem margaridas,

nem violetas erguidas em meus seios.

Estou limpa, promessa realizada.

Brilhante e sozinha para me entregar a você

sem as astromélias do sexo,

sem a flor azul do coração.

de: Antología de la poesía ecuatoriana: línea imaginaria, 2015.


Obs.: A versão em português disponível neste post é uma tradução livre do texto original.

 
Aleyda Quevedo Rojas, escritora equatoriana, poetas Latino Americanos
Sobre a Poetisa

Aleyda Quevedo Rojas (1972) é uma poetisa nascida em Quito, Equador. Relevante escritora da poesia hispano-americana contemporânea, teve seus poemas traduzidos para francês, inglês e português. Ela também atua como jornalista e gestora cultural.

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Ser el eterno forastero, el eterno aprendiz, el eterno postulante: he allí una forma para ser feliz

Júlio Ramón Ribeyro

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